Não vou mais pedir perdão por mal escrever nesse lugar. Vocês já devem estar cansados das minhas desculpas, não é mesmo? Assumo agora a reputação de lerda desnaturada anti-cibernética, mesmo que isso não seja bem verdade.
E qual é a verdade então? Estou totalmente sem paciência para filosofar pelo teclado.
E sou uma pessoa que tem vida, além do mais. E o que tem feito vossa querida escritora?
Minhas aulas acabaram tediosamente, as férias começaram e eu passei um dezembro bem agradável. Não sei se o seu padrão de agradável é um tempo úmido e fresco, com chuvas que vêm e vão embora sem dizer tchau, combinado à sensação preguiçosa de acordar sentindo cheiro de almoço na cozinha. Mas se for assim que você pensa, bem-vindo ao clube.
Voltei a jogar um pouco. Dormi como se não houvesse amanhã. Escrevi um tanto também, mas não no blog, como vocês podem ver. Minha criatividade estava mais do que acesa nesse fim de ano, o que rendeu uma história completa e uns bons parágrafos de outras.
E ganhei um notebook. Aháááán, chegamos à parte interessante da coisa.
Wi-fi é uma das melhoras coisas que o ser humano criou, depois do sorvete e do ar-condicionado. Em países muito longe da minha doce realidade, é só sentar na calçada e ligar o computador ou o celular. Mas isso também depende de estar sentado na calçada certa e na hora certa, ou você verá seu querido gadget sendo cruelmente trocado por um pacotinho de droga em menos de cinco minutos. Mas enfim. A utilidade prática de um notebook em uma cidade como a minha é quase nula se você não precisa de um PowerPoint portátil todos os dias. São raras as lojas que oferecem wi-fi, e são mais raras ainda as que oferecem wi-fi em uma velocidade maior do que sei lá, uma tartaruga com sono. Então pra que ter um notebook?
No meu caso, existem três razões maiores.
Razão número 1: eu ODEIO dividir computador com quem quer que seja. Tendo um só meu, não corro tanto risco de ter um irmão chorando no meu ombro pra jogar algum joguinho flash inútil.
Razão numero 2: ele é mais badass que muitos pcs de mesa, por um preço menor.
Razão número 3: vou fazer uma visitinha às terras britânicas e preciso de uma preciosa ferramenta como essa.
Oi? Britânico? Não, você não leu errado, jovem. É isso aí mesmo.
Some um anúncio de intercâmbio e uma escola de inglês. Multiplique por despretensão, depois divida por um preço pagável. Eleve a um surto de bondade alheia. Resultado: estou arrumando as malas e morrendo de alergia com os casacos empoeirados que preciso levar.
E o que tem tudo isso a ver com o meu blog abandonado? Muita coisa, gafanhoto.
Não é todo dia que se viaja para Cambridge. Pelo menos não eu, então, com isso na cabeça, resolvi tentar registrar um pouco do que eu fizer, sentir, passar, comprar e comer por lá. Se eu já tenho um blog, uma parte do trabalho está feita.
A menor parte, mas continuando.
Um monte de gente já fez diário de viagem. Tanto que já ficou clichê, mas não deixa de ser uma idéia interessante por isso. E por que não tentar fazer algo um pouco diferente? Que tal… em uma língua diferente?
Goste você ou não, querido leitor, eu vou colocar a idéia em prática. Enquanto estiver aqui no meu Brasil varonil, o blog vai continuar a ser em bom português, esteja o post na seção nova ou não. Quando eu sair daqui, vou fazer posts bilíngues, o trecho de cima em inglês e o de baixo na minha língua natal. Isso com certeza vai aumentar a frequência com que dou as caras aqui, então pode interessar a uns e outros que sentem saudades de ler esse negócio.
Espero que me acompanhem e see ya. maapha@gmail.com
Legal o intercambio, boa sorte…
E eu acho super legal a idéia do post bilinque (é assim que se escreve çaporra?) eu falo um pouco de ingles, só o suficiente pra poder entender, e responder i do , seja qual for a pergunta.
E sim, esse foi o melhor comentario que eu consegui bolar lendo esse texto, é, eu sei…